sexta-feira, 8 de novembro de 2019
Diagnóstico Laboratorial
O isolamento do vírus pode ser feito, a partir do soro, por inoculação intracerebral em camundongos de um a quatro dias de idade ou “hamsters” recém-nascido. Uma variedade de linhagem pode ser usada para o preparo de culturas celulares, acompanhando-se o aparecimento de efeito citopático. O diagnóstico sorológico pode ser feito pela pesquisa e anticorpos inibidores da hemaglutinação e fixação do complemento para os diferentes sorotipos. Na infecção primária há uma elevação tipo-específica, acentuada para o vírus causador da doença acompanhada de respostas menos elevada para os outros tipos. Nas reinfecções há ainda elevação mais pronunciada contra um dos tipos de vírus contra um dos tipos de vírus, acompanhada de resposta sorológica contra outros sorotipos de vírus da dengue e outro Flavivírus. O ensaio imunoenzimático (ELISA) e o radioimunoensaio são usados para a pesquisa de anticorpos.
Tratamento
O tratamento clínico depende do estágio evolutivo da doença, tratando-se a hipovolemia, ou recorrendo-se a transfusão de sangue total e plaquetas. Desaconselha-se o uso de simpaticoaminas e de aspirina, esta última para melhoria das cefaleias intensas, dado seu efeito adverso na hemorragia. A profilaxia (prevenção) depende da erradicação ou controle do Aedes aegypti. Os riscos de sensibilização e a multiplicidade de sorotipos têm desencorajado o desenvolvimento de uma vacina.
Referência: TRABULSI, L. R. et al. MICROBIOLOGIA. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2002.
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