A transmissão do vírus pode ocorrer de forma direta por meio de secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar ou tossir, ou de forma indireta, por meio do contato das mãos com superfícies ou objetos contaminados que podem levar o agente infeccioso à boca, ao nariz ou aos olhos.
Manifestações Clínicas
Os sintomas surgem após o período de incubação que varia de 24 a 72 horas, o período de incubação é o tempo decorrido entre a exposição do patógeno no caso o vírus da gripe e as manifestações dos primeiro sintomas da doença, entretanto esse período ocorre um grande risco de transmissão da doença em potencial podendo transmitir a doença sem o individuo saber que já foi contaminado pelo patógeno. Os sintomas podem aparecer de forma inesperada como calafrios, cefaleia (dor de cabeça) e tosse seca, seguidos por febre alta, mialgia generalizada (dores musculares), mal-estar e anorexia, que duram em torno de 3 a 7 dias. Diferentemente do que ocorre com os vírus da influenza A e B, o vírus da influenza C manifesta-se como uma infecção mais branda, semelhante ao resfriado comum, denominação dada às infecções do trato respiratório pelos demais vírus respiratórios. As complicações causadas pelo vírus podem surgir na forma de bronquite, pneumonia, miocardite, conjuntivite, enterite, exantema e pericardite, sendo maior o risco de sua ocorrência em pacientes imunocomprometidos, idoso e gestante.
Referências:
SANTOS, N. S. O.; ROMANOS, M. T. V.; WIGG, M. D. Introdução à Virologia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 2002.
TRABULSI, L. R. et al. MICROBIOLOGIA. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2002.
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