Os materiais de escolha para o isolamento dos vírus são lavados de garganta, swab de garganta, saliva ou aspirado de trato respiratório inferior, os quais devem ser coletados na fase aguda da doença e acompanhados de dados clínicos.
A identificação do vírus da influenza pelo exame direto pode ser realizada em células epiteliais das vias respiratórias do individuo, usando a técnica de imunofluorescência. Os focos podem ser detectados n citoplasma ou no núcleo, pois irá depender qual fase da multiplicação viral irá apresentar, o interesse na identificação direta reside na rapidez com que podem ser isolados os casos positivos em ambiente hospitalar, diminuindo-se o risco de infecções cruzadas.
O isolamento do vírus pode ser feito por inoculação na cavidade amniótica dos ovos embrionados, de 7 a 8 dias de desenvolvimento, processo que pode ser utilizado para qualquer dos tipos da influenza. Já as culturas celulares, ainda que com resultados irregulares, só podem ser usadas para os tipos A e B, visto que o tipo C não se multiplica em cultura de células. Tanto na inoculação em ovo embrionado, como em culturas, a presença de vírus pode ser demostrada por hemaglutinação e sua identificação pode ser feita por inibição de hemaglutinação, neutralização, fixação do complemento ou imunodifusão em gel de ágar.
Tratamento e Prevenção
Devido à alta taxa de mutação observada nos vírus da influenza A, o controle da doença através da imunização se torna extremamente difícil. O uso da vacina com vírus inativado restringe-se mais em idosos, profissionais da saúde e pacientes de qualquer idade com doenças cardíacas, pulmonares e renais crônicos, assim como a pacientes imunocompretidos. Contudo como foi dito o vírus da influenza do tipo A sofrem mutação rapidamente e a vacina aplicada imuniza uma variedade específica do vírus, por isso que a vacinação da gripe é sempre anual.
Existem antivirais para o tratamento da gripe como cloridrato de amantadina e rimantadina, que os seus mecanismos de ação se baseia na inibição do processo de fusão onde o vírus irá penetrar na célula hospedeira e esses antivirais são empregados somente em pacientes de alto risco. Há outros antivirais recentes como a oseltamivir e zanamivir, ambos seus mecanismos de ação é inibir o sítio ativo da neuraminidase viral, bloqueando a expansão da infecção, ou seja, ele inibi a fase de liberação viral fazendo com que o vírus não se desprende da célula invadida evitando novas infecções.
Referência:
SANTOS, N. S. O.; ROMANOS, M. T. V.; WIGG, M. D. Introdução à Virologia Humana. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan S.A., 2002.
TRABULSI, L. R. et al. MICROBIOLOGIA. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2002.
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