segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Influenza


Os vírus da influenza pertencem à família Orthomyxoviridae, gênero Influenzavirus. Possuem um nucleocapsídeo de simetria helicoidal, as partículas virais possuem um genoma segmentado de RNA de fita simples de senso negativo e um envelope recoberto por glicoproteínas que correspondem à hemaglutinina (H) e à neuraminidase (N), própria do vírus.
O vírus da influenza, conhecido como o vírus da gripe, são responsáveis por infecções respiratórias agudas, a primeira pandemia ocorreu no primeiro período entre 1889 e 1891 e foi a mais grave de todas, tendo levado à morte 40 a 50 milhões de pessoas. A pandemia de 1918, ou gripe espanhola, percorreu o mundo em ondas. Assolando por mais de um mesmo país, e seu nome deriva ao aparecimento de casos entre civis na Espanha.
O termo influenza data da Idade Média, quando, na região de Florença, na Itália, acreditava-se que os sinais clínicos de febre, tosse e calafrios ocorriam por influência de conjunções planetárias, o vírus responsável por esses quadros foi isolado em 1933, sendo denominado vírus da Influenza. Em 1940, foi isolado outro tipo de vírus da influenza, classificado no gênero ou grupo B, sendo o primeiro enquadrado no grupo A. Nove anos mais tarde em 1949, foi identificado outro gênero de vírus denominado influenza C. O tipo A tem como o hospedeiro homens, aves, suínos e equino, e do tipo B e C só o homem apresenta como hospedeiro.
O vírus da gripe ele sofrem mutações de caráter antigênico e funcional, que ocasiona, frequentemente, o surgimento de surtos, epidemias e pandemias relatados desde a Grécia antiga por Hipócrates. As epidemias são causadas pelo tipo A, havendo certa periodicidade no seu aparecimento, que depende, fundamentalmente, do surgimento de cepas mutantes com estrutura antigênica muito diferente das cepas predominantes em períodos anteriores. Os tipo B e C de vírus da influenza são responsáveis por casos esporádicos da doença ou por epidemias localizadas.

Referência:
SANTOS, N. S. O.; ROMANOS, M. T. V.; WIGG, M. D. Introdução à Virologia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 2002.

TRABULSI, L. R. et al. MICROBIOLOGIA. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2002. 

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