sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Multiplicação Viral

Como os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios, para que eles se reproduzem precisam-se de invadir uma célula como um hospedeiro, na multiplicação viral existem 6 fases: adsorção, penetração, desnudamento, biossíntese viral, montagem e liberação. Adsorção: essa é a primeira fase que o vírus faz para que possa invadir a célula, cada tipo de vírus possui no seu capsídeo ou no seu envelope um receptor específico para um tipo de sítio de ligação da membrana da célula alvo, quando o vírus consegue achar o seu sítio de ligação correspondente ao seu receptor, já o fixa na superfície celular por ligação química. Penetração: essa é a segunda fase quando após ocorrer à adsorção do vírus, ele agora irá penetrar para dentro da célula hospedeira. No caso dos vírus não envelopados eles podem cruzar a membrana plasmática diretamente (penetração direta) ou podem ser interiorizados em endossomos, uma espécie de vacúlo, eles então cruzam ou destroem a membrana endossomal. Para os vírus envelopados as penetrações podem ser por fusão de membrana plasmática aonde o envelope viral irá se fundir com a membrana plasmática da célula ou por via endossomos. Desnudamento: a terceira etapa é basicamente a desintegração do capsídeo viral, ou seja, no meio citoplasmático em meio pH ácdio essa cápsula proteica irá se desfazer, fazendo que libere seu material genético, em alguns vírus envelopadis, o nucleocapsídeo é conduzido até o próximo ao núcleo da célula, onde o ácido nucleico penetra através do poro do núcleo. Biossíntese Viral: a quarta etapa é uma das mais complexas, pois essa é a fase aonde o vírus irá se replicar em várias cópias de seu material genético e de seus outros componentes como a produção das proteínas para o capsídeo e de espículas de glicoproteínas para os vírus envelopados. A biossíntese viral se divide em duas partes de estratégia de biossíntese que isso varia dependendo do seu genoma que seria a biossíntese viral de DNA e biossíntese viral de RNA. Biossíntese Viral de DNA: após o desnudamento do capsídeo o DNA viral vai para o núcleo da célula onde ele irá incorporar junto com o DNA da célula, em seguida essa porção de DNA viral irá codificar os “genes precoces”, seguida da sua tradução. Os produtos desses genes são enzimas requeridas para a multiplicação do DNA viral, após a replicação viral ocorre à transcrição e a tradução dos genes “tardios”, as proteínas tardias incluem as proteínas do capsídeo e outras proteínas estruturais e isso ocorre no citoplasma. Biossíntese Viral de RNA: vírus que replicam via intermediários de RNA necessitam de uma RNA polimerase dependente de RNA para replicar seu RNA, mas células animais não parecem possuir uma enzima adequada, pois os vírus de RNA precisam transcrever seu genoma RNA em RNAm (RNA mensageiro). Portanto, este tipo de vírus de RNA animal necessita de codificar para uma RNA polimerase dependente de RNA, e seu mecanismo de replicação se diferencia através do seu tipo de RNA. Montagem: a quinta etapa é a fase quando os componentes virais (material genético, capsômero) estão formados e nesse momento eles irão passar pelo processo de montagem, os capsômeros irão formar o capsídeo do vírus que irá conter o material genético sendo DNA ou RNA. Liberação: a sexta e ultima etapa é a fase que o vírus recém-formado irá sair da célula hospedeira para que possa infectar outras células e assim repetindo o clico viral. A liberação viral tem sua diferença entre a liberação dos vírus não envelopados que ao atingir o ápice da multiplicação viral ela lisa (quebra) a célula, já os vírus envelopados eles liberam num processo chamado de brotamento, que literalmente brota vários vírus na membrana da célula, já que o envelope viral é feito de fosfolipídeo ela “rouba” uma parte da membrana plasmática da célula.

 REFERÊNCIA

SANTOS, N. S. O.; ROMANOS, M. T. V.; WIGG, M. D. Introdução à Virologia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 2002. TRABULSI, L. R. et al.

MICROBIOLOGIA. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2002. Tortora, G. J.: Funke, B. R.; Case, C. L. Microbiologia. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012. 

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